{"id":6870,"date":"2024-05-25T20:45:16","date_gmt":"2024-05-25T23:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/?post_type=post_desc&#038;p=6870"},"modified":"2024-05-25T20:49:37","modified_gmt":"2024-05-25T23:49:37","slug":"fotojornalista-artista-e-oficineiro-conheca-o-projeto-do-renomado-fotografo-portoalegrense-jorge-aguiar-que-integra-o-cronograma-do-festfoto-descentralizado","status":"publish","type":"post_desc","link":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/post_desc\/fotojornalista-artista-e-oficineiro-conheca-o-projeto-do-renomado-fotografo-portoalegrense-jorge-aguiar-que-integra-o-cronograma-do-festfoto-descentralizado\/","title":{"rendered":"Fotojornalista, artista e oficineiro: conhe\u00e7a o fot\u00f3grafo portoalegrense Jorge Aguiar que integra a equipe do FestFoto Descentralizado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nascido e criado na Vila Jardim, na zona Leste de Porto Alegre, Jorge Aguiar come\u00e7ou a trilhar seu caminho na fotografia aos 14 anos. Hoje, com 50 anos de carreira, ele \u00e9 uma refer\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 pelo talento e trajet\u00f3ria, como tamb\u00e9m pelo impacto social de seus projetos educativos em comunidades perif\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu primeiro contato com a fotografia veio por meio de seu primo, Paulo Dias, tamb\u00e9m fot\u00f3grafo. \u201cEle me chamou e disse: \u2018Amanh\u00e3 tu vai ao endere\u00e7o tal, porque eu vou te ensinar uma profiss\u00e3o.\u2019 Eu perguntei quanto ia ganhar. \u2018Nada, s\u00f3 as passagens,\u2019 ele respondeu\u201d, conta Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim come\u00e7ou a jornada de dois anos, onde Jorge mergulhou nas entranhas da qu\u00edmica fotogr\u00e1fica anal\u00f3gica, dominando cada processo com dedica\u00e7\u00e3o e maestria. Sua habilidade e paix\u00e3o pela fotografia o levaram a trabalhar como rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico em grandes jornais de Porto Alegre, como o Di\u00e1rio de Not\u00edcias e o Jornal do Com\u00e9rcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fotojornalista da editoria de pol\u00edcia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Suas lentes testemunharam os eventos pol\u00edticos e sociais que moldaram a hist\u00f3ria de Porto Alegre nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, capturando momentos fugazes que marcaram as p\u00e1ginas dos jornais ga\u00fachos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, foi nos bastidores da reportagem policial que Jorge encontrou sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o. &#8220;Fotografar pol\u00edcia \u00e9 interessante, porque quando saiamos para fazer uma reportagem policial era uma aventura, sobe morro, desce morro&#8221;, compartilha Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, foi fot\u00f3grafo do Departamento de Criminal\u00edstica de Porto Alegre. \u201cEu gostava dessa tem\u00e1tica, apesar dos casos. Eu via as necessidades das periferias e isso acabou tocando em algo em mim\u201d, lembra Aguiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>E nasce o Click da Kombi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi durante essas incurs\u00f5es pelas comunidades de Porto Alegre que Jorge come\u00e7ou a perceber o potencial transformador da fotografia. Enquanto registrava os dramas e as alegrias das comunidades marginalizadas, ele se viu inspirado a usar sua arte como uma ferramenta para promover a mudan\u00e7a social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1976, na cidade de Alvorada, Jorge iniciou um projeto de fotografia em lata (tamb\u00e9m chamado de pinhole) com crian\u00e7as de uma escola municipal. Mais tarde, a iniciativa foi batizada de Click da Kombi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2003, o Click da Kombi recebeu o Pr\u00eamio Direitos Humanos da Unesco como melhor projeto de divulga\u00e7\u00e3o dos direitos humanos no Rio Grande do Sul. Jorge tem levado sua paix\u00e3o por ensinar e transformar vidas para comunidades em v\u00e1rias partes do mundo, incluindo Espanha, Fran\u00e7a, Portugal, Jap\u00e3o e Iraque. &#8220;Fotografia \u00e9 mem\u00f3ria e mem\u00f3ria \u00e9 hist\u00f3ria. &#8220;Eu consigo equipamento, qualifico-os como fot\u00f3grafos de sua comunidade&#8221;, explica Jorge.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o no Descentralizado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, Jorge traz esse projeto transformador para o FestFoto \u2013 Descentralizado, promovendo uma oficina de pinhole com crian\u00e7as e adolescentes do Coletivo Aut\u00f4nomo do Morro da Cruz e com mulheres que trabalham na Unidade de Triagem de Res\u00edduos Recicl\u00e1veis Vila Pinto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu levo uma lata para mostrar e cada um leva a sua para preparar. Eles lavam, adaptam, fazem um furinho com prego e colocam uma folha de alum\u00ednio de latinha de refrigerante com um furinho de agulha, fixada com fita isolante preta, que ser\u00e1 a janelinha da c\u00e2mera pinhole\u201d, explica Aguiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, os alunos saem \u00e0s ruas para fotografar. Eles posicionam as latas, abrem o buraquinho por dez segundos, fecham e seguram. J\u00e1 na Kombi, eles revelam as fotos. &#8220;O objetivo \u00e9 ensinar a pensar antes de fotografar, mesmo com o celular, trabalhando enquadramento, simetria e est\u00e9tica\u201d, ressalta Aguiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impacto dessas oficinas vai al\u00e9m das imagens capturadas; elas despertam curiosidade e interesse pela arte da fotografia e fazem com que os participantes se vejam como parte importante de suas comunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jorge acredita que a arte, seja fotografia, hip hop, funk ou grafite, \u00e9 uma forma poderosa de impulsionar os sonhos e os desejos das pessoas, mesmo em meio \u00e0s dificuldades e \u00e0s press\u00f5es sociais. E \u00e9 com essa convic\u00e7\u00e3o que ele continua a inspirar e capacitar as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es de fot\u00f3grafos nas periferias de Porto Alegre e al\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":6871,"template":"","class_list":["post-6870","post_desc","type-post_desc","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","entry","has-media","owp-thumbs-layout-horizontal","owp-btn-normal","owp-tabs-layout-horizontal","has-no-thumbnails","has-product-nav"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/post_desc\/6870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/post_desc"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post_desc"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.festfoto.art.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}