Após o FestFoto Descentralizado iniciar a sua programação com a capacitação dos professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Morro da Cruz em fotografia pinhole, foi a vez dos alunos da instituição terem o seu primeiro contato com a mágica fotografia feita na lata. Com orientação da artista visual, fotógrafa e professora Mariane Rotter, a escola recebeu em agosto duas oficinas voltadas aos estudantes, que acolheram a equipe do Descentralizado com alegria e entusiasmo.
A primeira oficina, realizada no dia 20, reuniu turmas do sexto ano nos turnos da manhã e da tarde. Entre olhares atentos e risadas, os estudantes mergulharam no universo da pinhole, experimentando como câmeras artesanais simples podem produzir imagens cheias de magia. Apesar do clima instável, que trouxe dúvidas sobre a luz necessária para a captação das imagens, o resultado foi surpreendente. A cada revelação no laboratório improvisado, a expectativa se transformava em alegria, atraindo inclusive outros alunos da escola curiosos com o processo.

Já no dia 26, foi a vez dos alunos do projeto de informática participarem da oficina. Diferentes séries se reuniram em um único grupo, promovendo troca de experiências entre estudantes de diversos anos. Assim como na primeira atividade, a sinergia foi marcada pelo entusiasmo coletivo. Muitos alunos repetiram suas tentativas até obter um resultado satisfatório, aprendendo na prática que a fotografia pinhole é também um exercício de paciência e experimentação.
“Eu gostei bastante. Eu achei muito interessante a forma na qual a gente faz as fotos. E eu gostei bastante também de aprender como a gente revela elas”, conta Guilherme Silveira Goulart, 15 anos, que demonstra interesse em participar de novas oficinas de fotografia na escola.
Em ambas as datas, as atividades seguiram o mesmo roteiro. Inicialmente, os alunos recebiam uma explicação teórica sobre a fotografia feita em lata e eram apresentados ao laboratório onde aconteceria o processo de revelação das imagens. Também aprenderam a observar a luz ambiente para calcular o tempo de exposição adequado e evitar que a fotografia ficasse clara ou escura demais. Na sequência, eram convidados a escolher um objeto para fotografar e, com a supervisão da professora e dos monitores da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz, realizavam suas próprias fotos. Essas vivências inauguraram com sensibilidade e entusiasmo a presença do FestFoto Descentralizado na escola. Foram encontros de aprendizado coletivo, descobertas e, claro, de muita fotografia.
Além da oficina propor uma atividade diferente na escola, o objetivo foi capacitar professores da instituição para que no futuro eles próprios consigam fazer oficinas parecidas de forma autônoma. Da mesma maneira, as aulas serviram de aprendizado para monitores do projeto CRC, da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz, que estavam presentes nos dias, dando a eles a oportunidade de aprender sobre pinhole e os seus processos para aplicar em atividades na instituição.
Confira alguns registros das oficinas:










E a programação continua na escola. No dia 8 de setembro, a instituição receberá a palestra “O lugar em que vivemos: conhecendo a paisagem de Porto Alegre e do Morro da Cruz”, com o geólogo, professor e pesquisador Rualdo Menegat, coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre. No dia 11 de setembro, outros alunos da escola farão a última oficina de pinhole da programação.
O FestFoto Descentralizado é uma realização da Funarte, Ministério da Cultura / Governo Federal. Produção: Brasil Imagem. Apoio cultural: Agência Compromisso e UERGS. Parceria: Coletivo Autônomo Morro da Cruz e Centro de Educação Ambiental (CEA). O FestFoto 2025 contará com audiodescrição, intérprete de Libras e leitura ampliada.
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