No último sábado (24), as ruas do Morro da Cruz e da Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre, se transformaram em grandes galerias a céu aberto com a exposição [Re] tratando histórias, promovida pelo FestFoto Descentralizado. A mostra em formato lambe-lambe é resultado da Oficina de Fotografia com Celular, realizada nas duas comunidades no fim de julho. As aulas ocorreram na sede da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz e também no Centro de Educação Ambiental (CEA), na Bom Jesus.
Na primeira etapa da oficina, os alunos aprenderam conceitos básicos de fotografia e técnicas para tirar boas fotos com o celular. Ao final, a missão era clara: registrar imagens que seriam expostas nas próprias comunidades. No sábado, o público pôde conferir o resultado do trabalho.
Na Bom Jesus, parte das fotografias foi exibida na sede do CEA e também em pontos ao redor. No Morro da Cruz, as imagens foram fixadas em locais como a rua Ernesto Araújo, esquina com a Martins de Lima, na Travessa Vinte e Cinco de Julho, entre outros endereços.
Confira os locais onde as imagens estão expostas:

Morro da Cruz:
- Rua Vidal de Negreiros, 1652 – 1502 – São José
- Rua Ernesto Araújo, 210 – 206 – São José
- Avenida Guaraí, 17 – São José
- Rua Ernesto Araújo, 118 – São José
- Rua Primeiro de Setembro, 1528 – São José
- Travessa Vinte e Cinco de Julho, 246 – São José
Bom Jesus:
- Rua T., 835 – Bom Jesus
- Rua P., 201 – 261 – Bom Jesus
- Rua P., 97 – Bom Jesus
- Rua T., 1030 – Bom Jesus
- Rua N. – São José
- Rua N., 134-40 – Bom Jesus
- Rua I., 232-188 – Bom Jesus
- Rua I., 186-164 – Bom Jesus
- Rua P., 99 – Bom Jesus


Além da mostra [Re] tratando histórias, o sábado também contou com outras atividades na Bom Jesus. Uma delas foi a exposição Marli, do artista visual Erick Peres, que apresentou a trajetória da líder comunitária e fundadora do CEA, Marli Medeiros. A mostra aconteceu na sede do CEA.
O encerramento do evento ficou por conta da emocionante apresentação de slam Imagens que Falam, realizada na Praça dos Anjos. A proposta foi potente e sensível: enquanto as fotografias feitas pelos alunos eram projetadas em um outdoor, os slammers se revezavam para declamar poesias inspiradas nas imagens exibidas. Cada poema nascia a partir da fotografia que surgia no telão, criando um diálogo direto entre palavra e imagem. O resultado foi uma fusão vibrante entre a fotografia e a poesia falada, que emocionou o público e encerrou a programação com intensidade e criatividade. A curadoria foi feita pela artista e slammer Mikaa. Se apresentaram na competição artistas conhecidos no cenário como Agnes Mariá e Felipe Deds.
Mais informações sobre o festival e as ações do FestFoto Descentralizado podem ser acompanhadas nas redes sociais oficiais do evento.